domingo, 22 de março de 2015

Quinta de Vilar d'Allen

Quinta de Villar d’Allen

A actual Quinta de Villar d’Allen resultou da junção de algumas velhas quintas : a da Arcaria ou de Campanhã de Baixo, que pertencera aos Ferreira Nobre, ( detentores do cargo hereditário de Guarda-Mór da Relação) e a estes comprada por Manuel Simões, um industrial de atanados natural de Viseu - e a de Fonte Pedrinha, que pertencera aos Noronha e Távora , senhores do vizinho palácio do Freixo. Ambas foram compradas em 1839 por João Allen, negociante inglês, trisavô dos actuais proprietários.


Em 1869, Alfredo Amsinck Allen, filho de João Allen, juntou-lhes duas outras quintas contíguas: a da Vessada, que fora de Freires de Andrade e a de Vila Verde, que pertencera aos Marqueses de Abrantes.


Alfredo Amsinck Allen, enólogo por formação, agricultor e jardineiro por paixão, além de introduzir no país numerosas plantas exóticas, que aclimatava em Villar d’Allen antes de oferecer jovens exemplares aos seus parentes e amigos, dedicou-se entusiasticamente à colecção de camélias, criando novos híbridos e oferecendo centenas de exemplares para os parques do Bom Jesus e Buçaco.


Para além duma grande colecção de camélias, Villar d’Allen possui também jardins de características bem marcadas : para sul e poente um jardim formal “à francesa”, construído entre 1785 e 1790 por Manuel Simões. Para norte e nascente, o parterre nascido do entusiasmo de João Allen pelos jardins “paisagistas”, em moda em Inglaterra. Jardins que procuravam imitar a natureza, sem formalismos, sem linhas rectas, levando os passeantes, por carreiros sinuosos, dos canteiros de flores e relvados próximos da casa até ao denso bosque circundante. Seu filho Alfredo Amsinck Allen acentuou-lhe o cunho romântico, alargando os jardins, criando lagos, regatos e cascatas artificiais (e as quase inevitáveis falsas ruínas), bem como uma grande variedade de plantas exóticas, norte e sul mericanas, australianas e asiáticas. Bem ao jeito romântico, as plantas eram também objecto de colecção.

Aqui e ali, os imponentes fogaréus, os belos "cabazes de fruta" e outros trabalhos menores feitos em granito por Nicolau Nasoni, adquiridos, supõe-se, quando a abertura da estrada para Entre-os-Rios destruiu boa parte dos jardins do vizinho palácio do Freixo.

Villar d’Allen chegou até nós como uma quinta de recreio onde também se fazia a alguma agricultura tradicional. A manutenção nesses moldes tornava-se economicamente inviável e era necessário transformá-la numa unidade produtiva minimamente rentável.

E assim nela nasceu um viveiro de plantas ornamentais de exterior, regressando ao que fora 100 anos antes : uma unidade experimental de produção."
IN www.vilardallen.com

INFORMAÇÕES SOBRE A QUINTA VILLAR D’ALLEN:
http://www.villardallen.com
http://villardallenwines.com